Um acontecimento envolvendo Bruno Fernandez Souza, conhecido como goleiro Bruno, ex-jogador do Flamengo e condenado em 2013 pela morte da modelo Eliza Samudio, tomou conta das redes sociais ao noticiar que o goleiro Bruno deverá se candidatar a prefeito da cidade de Ribeirão da Neves, Minas Gerais.

Na declaração feita pelo jogador durante uma entrevista a Rádio Itatiaia (Itatiaia.com.br), Bruno disse que “só pode ser candidato pela direita”, confirmando o que já havia dito em 2022 durante a campanha eleitoral a presidente, onde declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O fato tem tirado o sono da direita conservadora, devido a Bruno, condenado por homicídio e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, ter se declarado conservador, a favor da família, da pátria e ter Deus acima de tudo.

OUTROS CONDENADOS
Bruno Fernandez foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, pelo homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, ocorrido em 2010. A sentença condenatória foi lida em 8 de março de 2013, pelo Tribunal do Júri de Contagem (MG), por homicídio (aprox. 17 anos), sequestro e cárcere privado do filho (3 anos e 3 meses) e ocultação de cadáver (1 ano e meio).

Acesse a íntegra da sentença condenatória do goleiro Bruno: https://www.conjur.com.br/dl/se/sentenca-bruno-elisa-samudio.pdf
Em julho de 2019, Bruno recebeu progressão de pena para o regime semiaberto, recebendo liberdade condicional em janeiro de 2023.
Além de Bruno, também foram condenados Fernanda Gomes de Castro (ex-namorada do goleiro) condenada a 5 anos, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como “Macarrão” a 15 anos de prisão.

O CRIME
A modelo paraense Eliza Silva Samudio, com 25 anos na época de seu desaparecimento, saiu do Rio de Janeiro, com destino a Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde tinha encontro com o goleiro Bruno, pai de seu filho, então um bebê de apenas quatro meses de idade, para uma conversa com Bruno.
Bruno e Eliza iniciaram relacionamento no começo de 2009 e cerca de um ano depois tiveram um filho, Bruninho. Amigos relatamque o relacionamento entre os dois havia “azedado” logo que Eliza contou ao jogador que estava grávida. Relatos dão conta de frequentes discussões e brigas entre os dois, incluindo agressões de Bruno que teria obrigado Eliza a tomar remédios abortivos. A pedido de Bruno, a modelo foi ao sítio para conversar e chegarem a um possível acordo obre a paternidade do filho.
Eliza nunca mais foi vista após a viagem até o sítio do jogador.
A INVESTIGAÇÃO
A investigação revela que cerca de três semanas após Eliza ter sido levada ao sítio de Bruno, um telefonema anônimo para o Disque Denúncia (181) informou a modelo havia sido assassina no sítio de Esmeraldas. Buscas realizadas no sítio, encontraram roupas de mulher, fraldas e objetos de criança.
No início de junho, durante a investigação a polícia do Rio de Janeiro encontrou, na casa de Bruno, localizada em um condomínio fechado no Recreio dos Bandeirantes, o primo do goleiro, de 17 anos, que afirmou ter participado do sequestro de Eliza Samudio.
No depoimento afirmou que, ele e Luiz Henrique Romão, o “Macarrão”, levaram Eliza e o bebê para o sítio em Esmeraldas.
Eliza foi levada a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”, em Vespasiano onde foi assassinada. Ela foi amarrada, estrangulada e esquartejada, tendo os restos de seu corpo jogados para que cães da raça rottweiler, que os comessem. O bebê ficou no sítio em Esmeraldas, sob os cuidados da mulher de Bruno, Dayanne Souza.
A Justiça de Minas Gerais determinou a prisão preventiva de Bruno e mais oito pessoas, todas suspeitas de participarem direta ou indiretamente do crime: Bruno, Macarrão, Bola (suspeito de matar Eliza), Dayanne, Fernanda Castro (amante de Bruno), Elenilson Vítor da Silva (caseiro do sítio), Flávio Caetano de Araújo (amigo), Wemerson Marques de Souza (amigo) e Sérgio Rosa Salles (primo de Bruno).
Menor a época, Jorge Rosa foi condenado pelo juiz da Vara da Infância e Juventude de Contagem a cumprir medida socioeducativa por envolvimento no caso. Todas informações serviram para as investigações da polícia.
O caso foi repleto de fatos novos e reviravoltas, oitiva de testemunhas, afastamento de autoridades que investigavam o caso, até peritos chegaram a desqualificar provas colhidas durante o inquérito. Sérgio Salles, um dos réus aguardava o júri em liberdade e foi assassinado quando ia para o trabalho.
Os problemas incluem, inclusive, uma juíza acusada de tentar extorquir o goleiro Bruno para que deixasse a prisão.




